Mais uma foto dum postal recentemente posto à venda no site delcampe.net aqui reproduzido com a devida vénia aos anunciantes e ao site.
FOTO 1
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| Entrada na alfândega - Lourenço Marques |
Esta foto mostra um local reconhecível pois trata-se da Rua Canto e Castro, inicialmente Rua Nova da Alfândega, que ficava do lado poente = oeste da Praça 7 de Março, actual 25 de Julho. A rua continua a existir mas não tem nome actualmente.
Indico em baixo o principal do que se vê na FOTO 1:
FOTO 1 com marcas
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| Verde (esquerda em cima): kiosk Levy, depois Ideal, depois o primeiro ABC Castanho claro: entrada para a travessa do tenente Valadim Roxo: edifício na esquina da Rua Canto e Castro com a Travessa Azul escuro: Rua Araújo, actual Bagamoyo e seu prolongamento para leste Castanho escuro: prédio na esquina com a Rua Araújo Amarelo: Guarda Fiscal. Laranja: Alfândega Azul claro: estuário |
Noto que o estuário nessa altura estava mais perto do que actualmente pois o recinto do porto continuou depois a ser alargado por aterro. Referência mais concreta, para além da Rua Araújo actual Bagamoyo, é que a esquina mais distante da Alfândega ficava a cerca de 15 metros para norte da esquina do actual prédio da UEM e Ministério.
A FOTO 1 é semelhante às duas seguintes só que foi tirada mais para trás na Rua Canto e Castro ou seja mais um pouco para norte na cidade (ver esta mensagem)
MONTAGEM 1
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| à esquerda: mais perto da alfândega (marca laranja) à direita: apanhando um pouco da guarda fiscal (marca amarela) |
Na imagem principal desta mensagem aparecia a Rua Canto e Castro vista no sentido oposto ao da FOTO 1 mais ou menos no mesmo local:
FOTO 2
É difícil comparar os prédios na esquina da Rua Canto e Castro com a Rua Araújo (marca castanho escuro) entre as FOTOS 1 e 2 porque na 1 não se vê bem. Vê-se que ambos tem colunas a sustentar uma cobertura do passeio mas na FOTO 1 não se consegue ver se seria duma varanda alpendrada no primeiro andar ou não, pois esse andar estaria escondido pelas árvores. Um prédio nessa esquina aparecia aqui com primeiro andar e parecia ter sido o mesmo desde muito cedo e tendo durado até aos anos 40, mas a FOTO 1 não permite ficar a saber mais.![]() |
| Azul escuro: Rua Araújo, actual Bagamoyo e seu prolongamento para leste Castanho claro: entrada para a travessa do tenente Valadim Roxo: o edifício nesta foto também parece diferente da Casa Bayly de c. 1929, Castanho escuro: prédio na esquina com a Rua Araújo |
Quanto ao edifício na esquina com a Travessa do Tenente Valadim (marca castanho claro), na FOTO 2 parece que a sua parte na esquina tem a cobertura a descaír para norte. Se olharmos de novo para a FOTO 1 o mesmo parece acontecer aí, pelo que parece ser um edifício bastante diferente do da Casa Bayly de cerca de 1929 que terá assim sido construído posteriormente à FOTO 1. A FOTO 2 e a foto à direita da MONTAGEM 1 são dos irmãos Lazarus por isso tiradas entre 1899 e 1908 que suponho seja o período de todas as fotos aqui apresentadas.
A FOTO 1 não permite também resolver a questão da localização desta outra Alfândega. João Loureiro no livro "Memórias de Lourenço Marques: uma visão do passado da cidade de Maputo" diz que esse edifício ficava onde estava a árvore da Alfândega que deve ser onde segundo a lenda a alfândega tinha inicialmente o "escritório" e que eu sem melhor alternativa associo à árvore que se vê nas duas fotos da MONTAGEM 1 à direita. Mas sendo a árvore exactamente essa ou não, nas redondezas do local que vemos nestas fotos que seria do meio para sul do lado oeste da Praça 7 de Março, actual 25 de Junho acho que nunca houve tal edifício. Por isso apesar da FOTO 1 e da informação de João Loureiro, quanto a essa outra Alfândega continuamos na estaca zero.
A FOTO 1 não permite também resolver a questão da localização desta outra Alfândega. João Loureiro no livro "Memórias de Lourenço Marques: uma visão do passado da cidade de Maputo" diz que esse edifício ficava onde estava a árvore da Alfândega que deve ser onde segundo a lenda a alfândega tinha inicialmente o "escritório" e que eu sem melhor alternativa associo à árvore que se vê nas duas fotos da MONTAGEM 1 à direita. Mas sendo a árvore exactamente essa ou não, nas redondezas do local que vemos nestas fotos que seria do meio para sul do lado oeste da Praça 7 de Março, actual 25 de Junho acho que nunca houve tal edifício. Por isso apesar da FOTO 1 e da informação de João Loureiro, quanto a essa outra Alfândega continuamos na estaca zero.




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