Fotos de combóios a vapor de George Woods perto da placa giratória e depósito de locomotivas (2/3)

Na sequência desta mensagem sobre George Woods aqui vai um conjunto de fotos de locomotivas de todas as formas e feitios especialmente para quem gostava de brincar com combóios de miniatura quando era pequeno. Foram feitas em 1973 junto ao depósito de máquinas moderno do recinto do porto de Lourenço Marques, actual Maputo. Esse DM moderno e o que o rodeia foram também explicados com detalhe aqui e aqui.
Depósito cilíndrico suponho que de água (tanque), placa giratória (PG)
e depósito de máquinas (DM)


Quatro locomotivas a vapor e carvão dos CFM a manobrar na PG
Única foto com máquina diesel na PG. É a D28 enquanto que
a semelhante da mensagem anterior era a D15 (D= Diesel?)

Pequena locomotiva a vapor sob o limite da cobertura do DM junto à sua porta
Outra pequena e antiga dentro do DM com frente branca
Outra locomotiva com frente branca junto ao tanque de água da primeira foto
e em sentido oposto, com o estuário para a esquerda.

No Brasil chamam ao Depósito de Máquinas com este formato uma Rotunda de Locomotivas e em Luanda chamavam-lhe a cocheira no caso de 20 portas, também aqui na linha de Évora em Portugal.
As cocheiras, também conhecidas como rotundas, remessas ou depósitos ferroviários, são edifícios de formato circular ou semicircular essenciais na era dos caminhos de ferro a vapor. Elas eram utilizadas para abrigar, abastecer (com carvão e água), virar o sentido e realizar a manutenção básica das locomotivas a vapor.
Os principais componentes e espaços associados a uma cocheira de comboios a vapor incluem:
Placa Rotativa: Uma grande estrutura metálica giratória situada no exterior da cocheira. Permitia alinhar e rodar a locomotiva para a entrada ou saída numa linha específica, bem como inverter o sentido da marcha.
Fosso de Inspeção: Canais fundos construídos entre os carris no interior do edifício, permitindo aos mecânicos e operários aceder com facilidade à parte inferior da caldeira, pistões e mecanismos das rodas.
Chaminés de Exaustão: O teto da cocheira possuía aberturas específicas (ou chaminés) para ventilar e extrair o fumo e o vapor intensos gerados pelas locomotivas durante o seu funcionamento no interior.
Em Portugal, um dos exemplos mais emblemáticos e bem preservados destas infraestruturas pode ser visitado na Rotunda do Entroncamento, que integra o Museu Nacional Ferroviário.

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