Primeiros Postais Ilustrados de Moçambique: um novo livro de Paulo Azevedo

O autor luso-moçambicano Paulo Azevedo, na sequência do livro "Photographos Pioneiros de Moçambique" publicado em 2020 e que a seu tempo referimos aqui, acaba de publicar uma nova obra mantendo-se em temática relacionada com a da primeira abordando agora os postais de correio na sua variante mais atractiva com imagens impressas e que normalmente são fotográficas.

O seu título é "Primeiros Postais Ilustrados de Moçambique", é editada pela Glaciar e está já em pré-venda on-line na Fnac, Wook, Bertrand, Almedina e chegará às livrarias a partir de 7 de Abril de 2026.

Em resultado da aprofundada pesquisa do autor, o trabalho cobre um largo período do serviço de correios em Moçambique e por isso apresenta e analisa muitas imagens da sua história, paisagens, construções e gentes, desde os finais do séc. XIX até cerca de 1914. Nessa época os postais de correio ilustrados eram editados por fotógrafos profissionais ou comerciantes. A sua utilização por nacionais seria comparativamente reduzida mas aos portos de Moçambique chegaram largos milhares de estrangeiros dirigindo-se para a África do Sul e Rodésias, na altura pujantes e atractivos polos de desenvolvimento económico, e passavam muitos passageiros em navegação pela costa oriental de África. Como desejavam escrever para familiares e amigos dos países de origem informando-os do decorrer da viagem, utilisando postais ilustrados aproveitavam para mostrar o ambiente do local. Devido a esse largo mercado surgiram em Moçambique bastantes editores e mesmo em portos menos importantes pequenos empresários aproveitavam a oportunidade de lançar artigos que cobrissem os aspectos humanos e geográficos mais específicos da sua região. Em Moçambique estava assim disponível uma grande variedade de postais ilustrados, em boa parte de boa qualidade tanto de oportunidade como de conteúdo e/ou de impressão, e que actualmente se encontram espalhados por todo o mundo e que foram naturalmente analisados nesta obra. Ela permitir-nos-á assim um olhar informativo e nostálgico sobre essa época já distante no tempo mas que nos aparece como muito actual porque os postais ilustrados foram só mais um elemento na longa cadeia de meios de que a humanidade foi dispondo para comunicar de forma rápida e eficaz e que criem interesse naqueles a quem nos dirigimos.

O livro de Paulo Azevedo tem edição cuidada e é constituído por dois blocos, um de 78 páginas com texto e outro de 20 páginas com 65 imagens.

Eis a sua capa e síntese:





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